sábado, 14 de janeiro de 2017

Instituto Raízes - um trabalho pioneiro e inovador

Libânio Neto, Fundador e Presidente do Instituto Raízes

Dando continuidade a entrevista com o nosso Fundador e Diretor Presidente, Libânio Neto, os temas abordados agora serão o caráter pioneiro e inovador do trabalho realizado pelo Instituto, os desafios e as conquistas.



Pioneirismo e Inovação

Porque caracterizar essa atuação do Instituto como algo pioneiro e inovador?
Libânio Neto: Temos dito em várias oportunidades que o trabalho que fazemos é pioneiro pelo fato de que fomos nós a iniciar uma experiência permanente, cotidiana e concreta, coisas que antes não havia em Floresta e região. Somos referência em Cultura Popular e sobretudo em Cultura Afrobrasileira. Não tem outro trabalho semelhante em toda a região do sertão de itaparica.
Dizemos também que é inovador pelo fato de que estamos trazendo a vivência de tradições culturais que estavam abandonadas ou desconhecidas por muita gente. 

Público participante

Quantas crianças e adolescentes participam atualmente dos projetos em Floresta?
Libânio Neto: Temos atendido de forma permanente (nas oficinas que realizamos) uma média de 50 crianças, adolescentes e jovens remanescentes quilombolas e indígenas que residem no bairro do vulcão, santa rosa, cohab e caetano. Em novembro de 2016, chegamos a reunir cerca de 80 crianças, adolescentes e jovens na celebração da Consciência Negra.

Ritmos trabalhados

Quais os ritmos que são trabalhados nas oficinas?
Libânio Neto: Trabalhamos (nas danças e também percussão) os ritmos que são de origem afro-brasileira e indígena, e os ritmos que celebram a mistura entre o negro e o índio, os quais são: capoeira, maculelê, afoxé, maracatu, coco de roda, samba de roda, mazurca, caboclinho, ciranda, xaxado e danças africanas. De todos os que tem maior ênfase são o Maracatu de Baque Virado, o Afoxé e o Coco de Roda.

Grupos Culturais mantidos pelo Instituto

Quais os grupos mantidos pelo Instituto Raízes?
Libânio Neto: Temos dois grupos percussivos com um bom tempo de caminhada. O Maracatu Afrobatuque que foi criado em 2011 e trabalha o ritmo do Maracatu de Baque Virado e o Filhos de N’Zambi, criado em 2012, que trabalha o ritmo do Afoxé. Além destes, estamos criando o Grupo Sou da Terra, que reúne os ritmos do Maracatu, Afoxé, Coco, entre outros. Temos também o Grupo Dandara (grupo de danças afroindígena), o qual foi o primeiro grupo criado pelo Instituto em Floresta, no ano de 2010.

Metodologia

Qual a metodologia adotada no trabalho?

Libânio Neto: Adotamos uma metodologia participativa, que estimula a capacidade e o potencial dos(as) integrantes, vinculando o aprendizado às raízes históricas afrobrasileira e indígena. Buscamos estabelecer, através do diálogo permanente, uma relação entre o aprendizado cultural e a formação para a cidadania, consistindo sobretudo, em regras de participação, obrigatoriedade de estar frequentando à escola (se está em idade escolar), formas adequadas de comportamento pessoal e social e em especial nas relações interpessoais entre a família e os demais participantes, na perspectiva de estimular a superação de limites e o desenvolvimento da personalidade.
Também trabalhamos a necessidade de se encarar as atividades com compromisso e responsabilidade, além do respeito necessário a simbologia e aos fundamentos de cada tradição cultural que vivenciamos.
Produzimos um espaço de convivência, de aceitação do(a) outro(a), eliminando qualquer forma de preconceito, despertando para a elevação da autoestima e para a busca de realizações positivas em suas vidas.

Dificuldades

Qual é a maior dificuldade enfrentada?
Libânio Neto: Quanto as dificuldades, podemos separar em duas. A primeira são as dificuldades internas no diálogo com os participantes, sobretudo pré adolescentes e adolescentes. Esses(as) chegam com todos os vícios sociais ou comportamentais vindos de relações interpessoais e familiares deterioradas, daí se produz um choque com a nova realidade: disciplina, não aceitação de preconceitos, obrigações, distribuição de tarefas e regras que são aplicadas, inclusive com suspensões e afastamentos. Somado a isso ainda tem o que de ruim a cultura de massa produz na cabeça das pessoas, tornando sempre mais difícil a compreensão da mensagem principal que buscamos transmitir.
A segunda dificuldade, é a falta de apoio estrutural de vários setores que formam a sociedade, em especial os poderes públicos e certos seguimentos mais abastados financeiramente, que não dispõe qualquer ajuda nesse sentido. Recebemos muitos elogios quanto ao trabalho, más ninguém se dispõe a ajudar.

Preconceito

Este trabalho já sofreu algum tipo de preconceito?
Libânio Neto: Já presenciamos várias reações preconceituosas, sobretudo em relação ao Afoxé e no Maracatu, quando cantamos para os Orixás. Neste sentido, nossa reação foi continuar tocando, cantando e dançando, porque o que fazemos é em nome de todos os nossos antepassados que sofreram com a escravidão, a perseguição, os maus tratos e toda uma imensa carga de preconceito e discriminação e, em honra ao nome e a história que eles construíram, não podemos nos abalar. Quando estamos nas ruas percebemos alguns olhares de reprovação. Já chegaram a me perguntar por que trazer o maracatu pra Floresta e busco explicar o que abordei anteriormente em relação ao significado histórico. Perguntam sobre o Afoxé, se somos do Candomblé, entre outras perguntas mais.
Procuramos mostrar que trabalhamos com o resgate e a preservação das origens e tradições do povo negro e do índio, então o Afoxé como o Toré (para os indígenas) são expressões de tradições culturais que tem seu perfil religioso sim. No entanto, não dizemos a nenhuma criança, adolescente ou jovem, nem tampouco a seus pais e mães, que religião deve seguir. O que não podemos é negar que a religiosidade esteja presente na cultura. O que queremos é que eles e elas (meninos e meninas) tenham consciência que quando tocam o maracatu ou o afoxé estão mantendo uma ligação profunda com seus ancestrais e antepassados e à força (o Axé) e a paz que são produzidos nos toques/baques e nas cantigas/loas são de exaltação às nossas raízes humanas e à nossa cultura. Isso boa parte já entende e o que mais importa é que estamos tocando, cantando e dançando pra resgatar valores humanos e sociais, bem como reatar os laços culturais muitas vezes rompidos.
Hoje em dia, muita gente que olhava atravessado, tem opinião diferente e até mesmo elogia, porque estamos levando uma formação de vida para diversas crianças, adolescentes e jovens. 

Resultados alcançados

Quais resultados positivos foram alcançados?
Libânio Neto: Em pouco mais de 6 anos de trabalho, registramos vários resultados positivos. Várias crianças e pré-adolescentes que entraram no projeto, mudaram de atitude diante da vida, desenvolveram sua auto-estima e o orgulho em ser da comunidade em que vive, de ser afrobrasileiro(a).
A comunidade do Vulcão mudou seu perfil, observamos hoje uma redução de vários índices anteriormente negativos, temos uma participação de uma maioria absoluta das crianças e pré-adolescentes, que nos motiva a seguir em frente.
Nosso trabalho é uma realidade concreta, não é "um projeto que pode dar certo", é um conjunto de ações que deram certo e mostraram que é possível transformar realidades, quando se une dedicação, vontade de fazer, responsabilidade e amor à capacidade de superação existente nas pessoas.
Não é só uma ocupação do tempo livre, é formação cidadã, é resgate da autoestima, é valorização humana. É uma oportunidade para construírem um presente e um futuro melhor. Por fim, o que podemos afirmar é que estamos promovendo a construção de perspectivas de vida diferentes, estamos promovendo verdadeiramente uma cultura de paz, através da música, da dança e de uma formação cidadã.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Instituto Raízes avalia atuação em Floresta e região

Libânio Neto, Fundador e Presidente do Instituto Raízes

Iniciando o ano de 2017, o Instituto Cultural Raízes realiza uma avaliação completa sobre a atuação nos últimos 7 anos em Floresta e região.

Nesse processo de avaliação, nosso site irá ouvir várias pessoas que se destacam nessa caminhada do Instituto Raízes, iniciando pelo nosso Fundador e Diretor Presidente, Libânio Neto. 

A entrevista está divida em duas partes. Na primeira, Libânio Neto fala do surgimento do Instituto, dos seus objetivos, de como se mantém a ONG e qual é o trabalho desenvolvido em Floresta e região.

O surgimento do Instituto Raízes

O que é o Instituto Cultural Raízes?
Libânio Neto: O Instituto Cultural Raízes é uma organização não-governamental, formada com caráter de associação civil de direito privado e sem fins lucrativos. Totalmente legalizada, com registro em cartório e funcionamento efetivo e permanente.

Como surgiu o Instituto Cultural Raízes?
Libânio Neto: O Instituto Cultural Raízes é o resultado de um trabalho que havíamos iniciado na zona da mata sul de Pernambuco e mais especialmente no município de Água Preta no período de 2001 a 2006. A partir de 2007, passamos a desenvolver várias experiências no sertão pernambucano, até chegar a Floresta e região de Itaparica.

Há quanto tempo o Instituto Cultural Raízes atua em Floresta?
Libânio Neto: Na verdade, atuamos em Floresta desde agosto de 2009. E já em 2010 instalamos a sede aqui no município, após avaliarmos o potencial multicultural existente na região.

Objetivos do Instituto Raízes

Quais são os objetivos do Instituto?
Libânio Neto: Nosso principal objetivo é promover o resgate e a valorização das tradições culturais afrobrasileiras e indígenas e, para tanto desenvolvemos uma série de atividades, ações e projetos, conforme estabelece os Estatutos Sociais da entidade.

O trabalho desenvolvido em Floresta

Qual é o trabalho desenvolvido pelo Instituto em Floresta?
Libânio Neto: Iniciamos com a realização de um levantamento cultural e depois a realização da 1ª Semana da Consciência Negra e um documentário realizado por ocasião do Festival Pernambuco Nação Cultural em novembro de 2009. A partir daí concentramos nossa atuação no resgate e preservação das tradições culturais do povo florestano, vinculado à cultura popular do sertão e do estado.
Atuamos também na assessoria em Floresta e em outros municípios para a realização de Conferências de Cultura, bem como na elaboração de projetos para grupos de jovens e entidades organizadas.
Posteriormente, iniciamos um trabalho para a organização das comunidades quilombolas, que acabou se expandindo e tomando grandes proporções.

Atividades mais destacadas

Neste período de quase 7 anos quais os trabalhos que mais se destacaram?
Libânio Neto: Em primeiro lugar o trabalho que realizamos junto às comunidades quilombolas que resultou na publicação de um livro, produção de documentário e na criação de diversos grupos culturais como a Banda de Pífano, Grupo de Dança da Mazurca, Grupo Flor do Pajeú composto de crianças quilombolas, entre outras ações que foram desenvolvidas visando o resgate dos elementos históricos e tradicionais e a organização formal das comunidades através da criação de associações.
Além disto, realizamos cinco Encontros de Tradições Culturais nas Comunidades Rurais de Floresta, onde destacamos o Forró Pé-de-Serra, a dança do São Gonçalo, a capoeira, maculelê, caboclinho, ciranda, coco de roda, afoxé e maracatu, que são tradições das culturas negra e indígena, além de expressões de nossa cultura popular.
Por fim investimentos na formação de grupos culturais compostos de crianças, adolescentes e jovens, onde neste período criamos cinco grupos culturais, dos quais dois permanecem atuantes até hoje, que são o Maracatu Afrobatuque e o Afoxé Filhos de N’Zambi.
É também marca de nosso trabalho a realização de oficinas permanentes de percussão, danças, artesanato, pintura em tela, violão, capoeira, entre outras, cujo público preferencial tem sido às crianças, adolescentes, jovens e remanescentes quilombolas e indígenas.
Destaca-se sobretudo nos últimos anos o trabalho realizado na Comunidade do Bairro do Vulcão em Floresta, onde foi possível promover uma completa inclusão social e formação para cidadania, que deu resultados positivos.

Onde mais atua o Instituto Raízes

O Instituto atua somente em Floresta?
Libânio Neto: Não. No nosso estatuto está estabelecido que podemos atuar em qualquer outro município de Pernambuco, muito embora nossa prioridade seja Floresta e região.
Em 2009, antes de iniciarmos o trabalho em Floresta já vínhamos realizando atividades nos municípios de Mirandiba e Belém do São Francisco e atualmente nossa atuação tem se feito presente em vários municípios da região e de outras microregiões do sertão pernambucano, seja com oficinas, palestras, seminários e fóruns, seja com apresentações culturais.
Já em 2014 realizamos (em parceria com a Escola Estadual Maria Emília Cantarelli) o Projeto Mais Cultura nas Escolas em Belém do São Francisco, o qual foi concluído satisfatoriamente no final de 2016.

A manutenção do Instituto Raízes

Como se mantém o Instituto do ponto de vista financeiro?
Libânio Neto: A nossa manutenção é proveniente de contratos para oficinas, projetos, cachês de apresentações culturais, prestações de serviços que temos realizado em Floresta e em vários outros municípios do sertão. Outras formas tem sido doações, parcerias (especialmente com o Instituto da Juventude) e, a venda de materiais de divulgação, tais como: camisas, cd’s, dvd’s e livros.

Como é a aplicação desses recursos?
Libânio Neto: Os recursos são aplicados integralmente nas atividades para os quais são destinados. Se é proveniente de um contrato para prestação de serviços ou de um Projeto, às despesas são de locomoção, combustível, pagamento de oficineiros, compra de material de apoio, produção de material didático e aquisição de instrumentos.
Já os recursos provenientes de parcerias, apresentações, doações e vendagem de material, são aplicados em ajudas de custo/gratificações para os componentes dos grupos principais, apoio sócio-educativo aos(as) participantes, manutenção dos instrumentos, aluguel da sede e manutenção da mesma e na estruturação da entidade.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Lei 10.639/03


Neste dia 09 de janeiro de 2017, completa-se 14 anos da criação da Lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afrobrasileira, onde deve-se abordar o estudo da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação de nossa sociedade, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica, política e cultural, pertinentes à História do Brasil.

A lei também estabelece que o ensino é obrigatório em todas as escolas de ensino fundamental e médio, das redes pública e privada, cujo conteúdo deve ser trabalhado em todo o currículo escolar, especialmente, nas áreas de Educação Artística, Literatura e História Brasileira.

Outro fator de grande importância é que a Lei também estabelece o dia 20 de novembro, como DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA, em homenagem a Zumbi dos Palmares, como símbolo maior dos negros em suas lutas por libertação da escravidão e por conquistas sociais.

Posteriormente, em 10 de março de 2008, foi promulgada a Lei 11.645, que amplia também para o ensino da cultura indígena, destacando à contribuição dos povos indígenas na formação de nossa sociedade.

Ambas leis, tem uma imensa importância no processo de resgate histórico das tradições dos povos afrobrasileiros e indígenas, e são ações afirmativas concretas no sentido de combater e eliminar o preconceito e a discriminação racial, existentes em nosso país.

Lamentavelmente, (à exemplo de outras leis brasileiras que beneficiariam os setores sociais marginalizados e excluídos) a maioria das escolas públicas e quase a totalidade das escolas particulares não cumprem a lei, seja pela falta de preparo de professores, seja por falta de conhecimento, ou ainda por total falta de interesse.

Se faz necessário ações concretas que envolvam os segmentos governamentais no sentido de fazer valer a lei e, principalmente dos seguimentos sociais e educacionais, de promoverem uma mobilização e somatório de esforços e conhecimentos, no sentido de colocar em prática nas escolas, de forma ampla e total o ensino da história e cultura afrobrasileira e indígena. 

domingo, 8 de janeiro de 2017

Dia da Liberdade de Cultos


No dia 7 de janeiro, comemora-se o Dia da Liberdade de Cultos, num país com tanta diversidade etnica e racial (como é o Brasil) e, com um intenso multiculturalismo, nada é mais importante do que a palavra Liberdade.

A liberdade de culto e o respeito por outras religiões é uma das condições indispensáveis para se viver de forma pacífica.

A primeira Lei sobre o assunto surgiu em 7 de janeiro de 1890 (daí a data comemorativa), em decreto assinado pelo então presidente Marechal Deodoro, por iniciativa do gaúcho Demétrio Ribeiro, Ministro da Agricultura na época.

Na Constituição de 1946, através de proposta do escritor Jorge Amado, então deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), a lei foi novamente reescrita, mas foi na Constituição de 1988 que adquiriu seus termos definitivos:

Artigo 5º:
(...)
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
(...)
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
 

Além de estar legalmente amparada, a liberdade de culto deve ser entendida como um direito universal e fundamental de respeito a individualidade e a liberdade de escolha do ser humano.

Por princípio, a Bíblia, o Alcorão, a cabala, os fundamentos do Candomblé, da umbanda, do xamanismo, o budismo, a doutrina espírita e tantas outras formas de expressão da religiosidade e tradição dos povos, tem a função de conectar o ser humano à energia criadora com a finalidade de despertar sua consciência.

Então: Axé, Amém, Saravá, Shalom, Namastê, Aleluia, Salamaleico e que viva o respeito à Liberdade de Cultos!

sábado, 7 de janeiro de 2017

Datas Históricas - A Cabanagem


Os Cabanos Tomam o poder no Pará - 1834 a 1839: A Cabanagem

A luta pela independência contou, no Pará, com uma grande participação popular. Depois da independência veio a decepção. As mudanças prometidas não se realizavam. O povo lutou por melhores condições de vida, menos impostos e mais liberdade. Nada disso acontecia. A saída foi a rebelião.
No dia 6 de janeiro de 1845, depois de muitas lutas no campo, os cabanos ocupam a cidade de Belém, capital do Pará. Foi a única revolução popular que chegou a governar uma província naquela época.
Foi preciso vir reforço do governo central para acabar com o governo dos cabanos. Derrotados na capital, se refugiaram nos campos e aldeias, onde resistiram até 1939. Só o incêndio, a destruição e o massacre de populações inteiras, foram capazes de abafar essa Revolução Popular.
O nome de cabano vem do fato de viverem em cabanas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Datas Históricas - 2 de janeiro


Fundada a Irmandade do Rosário dos Homens Pretos de São Paulo

A Irmandade do Rosário dos Homens Pretos de São Paulo, é uma das mais antigas do Brasil, tendo sido fundada em 2 de janeiro de 1711. A primeira Igreja foi construída entre 1721 e 1722, na Praça Antonio Prado. A antiga Igreja foi demolida em 1903 e reconstruída em 1906 no local atual, no Largo do Paissandu.

Fonte de Pesquisa:
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_Nossa_Senhora_do_Ros%C3%A1rio_dos_Homens_Pretos_(S%C3%A3o_Paulo)
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Irmandade_de_Nossa_Senhora_do_Ros%C3%A1rio_dos_Homens_Pretos_de_S%C3%A3o_Paulo

MÔNICA VEYRAC

O dia 2 de janeiro, marca também a morte da primeira diplomata negra da história do Itamaraty, Mônica Veyrac, faleceu na Costa Rica em 1985.


Thomas Sankara - O Che Guevara da África


INDEPENDÊNCIA DE BURKINA FASO

Ex-Alto Volta.

Fonte de Pesquisa:
- http://www.pordentrodaafrica.com/noticias/burkina-faso-a-retomada-da-transicao-democratica
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Sankara 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Datas Históricas - 1º de Janeiro





DIA DA SOLIDARIEDADE E DA PAZ MUNDIAL

A Paz Mundial ainda é um sonho. As contradições entre os povos, as guerras, a exploração e o domínio dos países ricos sobre os pobres continuam sendo as grandes barreiras para a construção da paz no mundo.
Celebrar o dia da Paz Mundial em 1º de Janeiro de cada novo ano é um jeito de atualizar e fundamentar a esperança de novos tempos. E construir na prática diariamente a verdadeira Paz, que é fruto da justiça.






TRIUNFO DA REVOLUÇÃO CUBANA (1º de Janeiro de 1959)

Sob a liderança de Fidel Castro, organizados no Movimento 26 de Julho, o Exército Rebelde e outras forças políticas (operários, trabalhadores rurais e estudantes) se levantam contra a ditadura de Fulgêncio Batista, sustentado no poder pelos Estados Unidos. No dia 1º de Janeiro de 1959 tomam o poder em Cuba. Nessa Revolução participaram com destaque, Ernesto Che Guevara, Camilo Cienfuegos e Raul Castro, Haidé Santamaria e Célia Sanches, além da grande massa de trabalhadores explorados.

Primeiras Medidas tomadas pelo povo no poder:
1º) Reforma Agrária;
2º) Emprego e trabalho para todos;
3º) Educação gratuita para todos;
4º) Assistência médica gratuita para todos;
5º) Ninguém pagará de aluguel mais de 5% do seu salário.

A Revolução Cubana deu um susto muito grande na burguesia de todo o continente americano. E até hoje, é exemplo a ser seguido pelos revolucionários de todo o mundo.
Cuba é um país livre!




REVOLUÇÃO NEGRA NO HAITI (1º de Janeiro de 1804)

A Revolução Haitiana, também conhecida por Revolta de São Domingos (1791-1804) foi um período de grande conflito na colônia de Saint-Domingue, levando à eliminação da escravidão e a independência do Haiti como a primeira república por pessoas de ascendência africana.
Em meio a centenas de rebeliões ocorridas no Novo Mundo, durante os séculos de escravidão, apenas a revolta de Saint-Domingue obteve sucesso em alcançar a independência permanente.
A Revolução Haitiana é também conhecida com A Revolução Negra.

Fontes para pesquisa:
- http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/revolucao_negra.html
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Haitiana



TERNOS DE REIS - Várias regiões de Minas Gerais

Fonte de pesquisa: https://pt.wikipedia.org/wiki/Folia_de_Reis
 
    

INÁCIO JOSÉ DE ALVARENGA PEIXOTO

Foi um advogado e poeta luso-brasileiro. Foi detido e julgado por participar da Inconfidência Mineira, tendo sido condenado ao degredo perpétuo na África.

Fonte de pesquisa:
- https://pt.wikipedia.org/wiki/In%C3%A1cio_Jos%C3%A9_de_Alvarenga_Peixoto